Jacó chama os doze filhos para a bênção final, em forma de oráculo poético. Não é bênção uniforme; é caracterização de cada um e do destino tribal correspondente. Rúben, primogênito: 'instável como a água, não terás preeminência' — perde a primogenitura pela cama do pai (Gn 35,22). Simeão e Levi: 'instrumentos de violência são as suas armas' — Jacó volta à matança de Siquém (Gn 34) e os amaldiçoa: 'maldita a sua ira'; serão dispersos em Israel (cumprido — Levi não recebeu território; Simeão será absorvido por Judá). Judá: o cetro não se afastará dele 'até que venha Siló' — bênção messiânica que a tradição leu como aponta para o Messias. Zebulom: junto ao mar, comerciante. Issacar: jumento forte que aceita carga e servidão. Dã: serpente no caminho. Gade: assaltado mas assaltará. Aser: pão fino, manjares de rei. Naftali: 'corça solta'. José: bênção mais longa e tocante, 'ramo frutífero junto à fonte', protegido pelas mãos do Forte de Jacó. Benjamim: lobo que despedaça. Jacó instrui o sepultamento em Macpela, recolhe os pés à cama, e expira.