José instrui o mordomo: enche os sacos de mantimento, coloca dinheiro de cada um na boca do saco, e a minha taça de prata na boca do saco do mais novo. Os irmãos saem ao amanhecer. Mal saíram da cidade, o mordomo os alcança: 'por que pagastes mal por bem? Por que roubastes a taça do meu senhor?'. Eles, confiantes, oferecem: 'aquele com quem se achar morra, e nós seremos servos do meu senhor'. O mordomo modera: só o ladrão será servo; os outros, livres. Procuram do mais velho ao mais novo; a taça aparece no saco de Benjamim. Rasgam as vestes. Voltam todos à cidade, embora pudessem ter deixado Benjamim e seguido livres. Prostram-se diante de José. Ele os repreende; eles não tentam defender Benjamim diretamente. Judá toma a palavra. Faz um dos mais belos discursos da Bíblia hebraica: relembra toda a história desde o pedido inicial de José pelo irmão menor, descreve o pai velho cuja alma 'está ligada à alma' do menino, pede para se entregar como escravo em lugar de Benjamim, porque 'como subirei eu a meu pai se o menino não está comigo? Não veria a aflição que sobreviria a meu pai'. Súplica que se torna autoinvenção — Judá, que vendeu um irmão da Raquel, oferece-se como escravo para salvar o outro.