José não consegue mais se conter diante de todos. Ordena que saiam — egípcios, oficiais, intérpretes. Ficam só ele e os irmãos. Chora alto, tanto que os egípcios ouvem do lado de fora. 'Eu sou José; vive ainda meu pai?' Os irmãos não conseguem responder, paralisados de medo. José: 'aproximai-vos, peço-vos. Eu sou José vosso irmão, a quem vendestes para o Egito. Agora, pois, não vos entristeçais, nem vos peseis aos vossos olhos por me haverdes vendido para cá; porque Deus me enviou adiante de vós para conservação da vida'. Continua a teologia: foram dois anos de fome, e ainda restam cinco; Deus o enviou para preservar remanescente. Diz duas vezes: 'não fostes vós que me enviastes para cá, senão Deus'. Convoca: tragam o pai, todos os bens, toda a família, residam em Gósen, perto dele. Beija-os, chora sobre eles. Faraó aprova: dê-lhes os melhores carros e provisão. José manda também presentes ao pai e aos irmãos: vestes, prata, mantimentos. Eles partem para Canaã. Anunciam a Jacó: 'José ainda vive, e ele governa todo o Egito'. O coração de Jacó desfalece — não acredita. Mas ao ver os carros enviados por José, revive: 'basta; José meu filho ainda vive; irei e o verei antes que eu morra'.