Dois anos depois. Faraó sonha duas vezes na mesma noite: sete vacas gordas saem do Nilo, e sete magras as devoram; sete espigas cheias, e sete murchas as engolem. Nenhum sábio do Egito interpreta. O copeiro-chefe enfim se lembra de José: 'as minhas faltas hoje recordo'. José é tirado da prisão, barbeia-se (gesto egípcio), troca de vestes, é levado a Faraó. 'Não sou eu, Deus dará resposta de paz a Faraó.' Interpreta: sete anos de abundância seguidos de sete de fome severa. O sonho duplicado significa que a decisão divina é firme. Aconselha: que se escolha um homem entendido para acumular reservas. Faraó: 'acharemos um homem como este, em quem está o Espírito de Deus?'. Põe José sobre toda a terra do Egito. Aos trinta anos, José sai da prisão para governar. Recebe nome egípcio (Zafenate-Paneia), esposa (Asenate, filha do sacerdote de Om), sinete real. Casa-se. Tem dois filhos: Manassés ('Deus me fez esquecer toda minha aflição') e Efraim ('Deus me fez frutificar na terra da minha aflição'). Vêm os sete anos de abundância. Começa a fome. José abre os celeiros. Toda a terra vem ao Egito comprar trigo.