A serpente — astuta entre os animais do campo — interpela a mulher com uma reformulação tendenciosa do mandato divino. O diálogo termina em transgressão: ela vê que a árvore é boa, comestível, desejável, e come; e dá ao adam, que está com ela. O texto não diz que ele estava ausente nem que foi enganado; ele come também. Abrem-se os olhos, e o que veem primeiro é a própria nudez. Costuram folhas, escondem-se, são interpelados por Deus, atribuem culpa em cadeia. Vem o anúncio das consequências: dor para a mulher, suor para o homem, hostilidade contra a serpente. O capítulo termina com a expulsão do jardim e querubins guardando o caminho da árvore da vida. É etiologia da condição humana fora do Éden — perda irreversível de uma forma de ser, mais que 'queda' no sentido jurídico agostiniano.