Depois do panorama litúrgico e cósmico do capítulo 1, Gênesis 2 retoma a criação por outro ângulo — íntimo, terrestre, quase artesanal. O foco se estreita do cosmos ao jardim, do gênero humano ao casal, do mandato cósmico ao ofício concreto de cultivar e guardar. O capítulo apresenta o adam modelado do pó da adamá, animado pelo sopro divino, instalado num jardim com árvores, rios nomeados e uma única interdição. A criação da mulher acontece em segundo movimento: o adam dorme, e dela emerge alguém que ele finalmente reconhece como osso dos seus ossos. Termina na fórmula matrimonial e no detalhe que ficaria explosivo: estavam nus, e não se envergonhavam.