Fora do Éden, a primeira geração já produz o primeiro fratricídio. Caim, lavrador, e Abel, pastor, oferecem cada um o que tem. Deus atenta para a oferta de Abel; não para a de Caim. O texto não explica por quê — uma das ausências mais comentadas da Bíblia. Caim se entristece e abaixa o rosto. Deus o adverte: o pecado está à porta, e seu desejo é por ti, mas tu deves dominá-lo. Caim mata o irmão no campo. Quando interpelado, responde com a frase que ficaria como cifra da modernidade: 'Sou eu guardador do meu irmão?'. Recebe maldição mitigada — terra que já não dá fruto, vagabundagem, mas também sinal de proteção. Constrói uma cidade. Sua descendência inventa metalurgia, música, pastoreio nômade. O capítulo encerra com Sete substituindo Abel e o povo começando a invocar o nome de YHWH.