Israel acampa nas planícies de Moabe, junto ao Jordão. Balaque, rei de Moabe, vê o que Israel fez aos amorreus. Teme. Envia mensageiros a Balaão filho de Beor, em Petor — pede que venha amaldiçoar Israel. 'Sei que aquele que abençoares será abençoado, e quem amaldiçoares será amaldiçoado.' Anciãos chegam com salário de adivinhação. Balaão: 'pernoitai, dou-vos resposta conforme YHWH me falar'. Deus a Balaão de noite: 'quem são estes? Não irás com eles; não amaldiçoarás o povo, porque é abençoado'. Balaão recusa. Balaque envia príncipes mais honoráveis e prometendo mais honra. Balaão: 'ainda que Balaque me desse a sua casa cheia de prata e ouro, não excederia a palavra de YHWH. Pernoitai'. Deus a Balaão: 'já que vieram chamar-te, levanta-te, vai com eles — mas a palavra que te disser, isso farás'. Balaão de manhã sela jumenta, vai com príncipes. A ira de Deus se acende. Anjo de YHWH se põe no caminho. Jumenta vê o anjo com espada desembainhada, desvia-se. Balaão a fere. Em estradinha entre vinhas, anjo de novo. Jumenta encosta no muro, esmaga pé de Balaão. Ele fere. Lugar estreito, anjo de novo. Jumenta deita-se debaixo de Balaão. Ele fere com a vara. YHWH abre a boca da jumenta: 'que te fiz, que três vezes me feriste?'. Balaão: 'porque zombaste de mim — tivesse eu espada, te mataria'. Jumenta: 'porventura, não sou tua jumenta, em que cavalgaste desde que me possuíste até hoje? Acaso costumo fazer-te assim?'. 'Não'. YHWH abre os olhos de Balaão — vê o anjo. Cai sobre o rosto. Anjo: 'a tua jumenta me viu três vezes — se ela não se desviasse, eu te teria matado, e a ela deixado viva'. Balaão se prostra: 'pequei, voltarei se for mau'. Anjo: 'vai, mas dirás somente o que eu te disser'.