Chega a hora. Deus instrui Noé a entrar na arca com a família e os animais — sete pares dos puros, dois dos impuros. Sete dias depois, a chuva começa. Os números se acumulam: Noé tem 600 anos, é o segundo mês, o décimo sétimo dia. As fontes do grande abismo se rompem e as comportas dos céus se abrem — imagem cósmica de descriação, o caos primordial que voltava a invadir o mundo ordenado. As águas cobrem as montanhas mais altas. Tudo que respira sobre a terra seca morre. Apenas Noé e os que estavam com ele permanecem. As águas prevalecem por cento e cinquenta dias. O capítulo é breve em ação mas longo em peso: catastrófico, lento, sem heroísmo épico — só obediência meticulosa de um lado e desfazimento do outro.