Dois anjos chegam a Sodoma à tarde. Ló está sentado à porta da cidade — sinal de que ocupava posição civil. Insiste em hospedá-los; eles relutam, ele insiste mais, eles cedem. À noite, os homens da cidade — 'desde o jovem até o velho, todo o povo, sem exceção' — cercam a casa exigindo que os visitantes saiam para que possam abusar deles. Ló oferece as próprias filhas em troca, gesto que o texto não comenta mas que ecoa horror. Os anjos puxam Ló para dentro, ferem de cegueira os agressores, e ordenam fuga. Ló hesita; os anjos o agarram pela mão. Instruções: fujam, não olhem para trás. A destruição vem como fogo e enxofre. A mulher de Ló olha para trás e vira estátua de sal. Ló e as filhas refugiam-se numa caverna. As filhas, pensando que não haveria descendência possível, embriagam o pai e geram dele os ancestrais de Moabe e Amom — povos que reaparecerão em conflito com Israel.