A humanidade migra para a planície de Sinear (Mesopotâmia) e decide construir cidade e torre 'cujo cume toque os céus', para fazer-se nome e não ser dispersa. O projeto não é descrito como mal absoluto — é descrito como tentativa de auto-elevação coletiva, recusa da dispersão que era mandato cósmico desde Gn 1,28 e 9,1. Deus desce para ver — gesto irônico, dado que a torre queria alcançar Deus — e confunde a língua. A unidade linguística se desfaz; a cidade fica inacabada. Babel ('confusão' em hebraico, 'porta de deus' em acádico — o trocadilho é satírico). Segue-se nova genealogia, de Sem até Tera, e o capítulo termina apresentando Abrão, Sarai, Ló — preparação para o ciclo dos patriarcas que ocupa Gênesis 12-50.